O balanço sobre a COVID-19 no Brasil divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (8) mostrou que o país chegou a 800 mortes causadas pela doença e contabiliza no momento 15.927 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas foram registradas mais 133 mortes, um recorde diário, e 2.210 casos confirmados do novo coronavírus. A taxa de letalidade da COVID-19 no país está em 5%.

O Ministério da Saúde salienta, no entanto, que o número de casos pode ser ainda maior devido a falta de testes suficientes. São Paulo, o estado mais populoso, continua sendo o mais atingido pelo novo coronavírus.

Nesta quarta-feira (8), o secretário da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, admitiu que existe subnotificação de casos leves de coronavírus no estado.

“Aqueles pacientes que estão em casa, que não farão exames, acabam gerando uma subnotificação em todo o sistema, algo que ocorreu no mundo inteiro da doença, do Covid-19, onde 80% dos pacientes não se faz nada com eles, não existe tratamento, não é feito tratamento ou investigação. Pode passar no médico, faz uma consulta e fica por isso mesmo. Então não tem essa notificação [dos casos leves]”, disse Germann, citado pelo portal G1.

Trabalhadores informais sem conta em banco ainda não sabem como receberão o auxílio emergencial

 

Governo vai abrir uma espécie de conta virtual sem taxas e sem cartão para viabilizar o pagamento dos “desbancarizados”, mas a falta de conhecimento em tecnologia pode ser um empecilho para o beneficiário

Foto: reprodução

Desinformação, incertezas e muitas dúvidas. Este foi o cenário que a reportagem do JC encontrou entre possíveis beneficiários do auxílio emergencial do Governo Federal, que não possuem conta bancária. A primeira etapa de pagamento está prevista para acontecer a partir desta quinta-feira (9) e a principal dúvida é como será feito o pagamento dos chamados “desbancarizados” .

A artesã Karla Patricia, de 37 anos, está entre os 48 milhões brasileiros adultos que não tem conta em banco, segundo relatório do Banco Mundial (relativo a 2017). Karla hoje (8), vendia máscaras de pano em frente a uma agência da Caixa, na Zona Norte do Recife. Ela não teve nenhuma dificuldade para se inscrever no programa de auxílio emergencial através do aplicativo para celular. Mas, como não tem movimentação bancária, não sabe ainda como irá receber o dinheiro.

“Sei que depois que o cadastro é aprovado a gente vai receber um código numérico. Mas não sei se o saque será feito com esse código naqueles caixas eletrônicos 24 horas ou em agências”, indaga. Ela disse ainda que vai continuar “acompanhando o processo através do aplicativo”, e espera que o governo informe como será o procedimento.