Com os números desta segunda, o país chegou a 13.023.189 pessoas infectadas e a 333.153 óbitos por Covid desde o início da pandemia.

As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais. (Foto: Reprodução)

O Brasil registrou 1.623 mortes por Covid e 39.629 casos da doença, nesta segunda-feira (5). O número baixo (em relação aos altíssimos dados anteriores) não significa, porém, que a situação brasileira tenha melhorado. Os dados costumam ser menores nos feriados (como a Páscoa), domingos e segundas.

Com os números desta segunda, o país chegou a 13.023.189 pessoas infectadas e a 333.153 óbitos por Covid desde o início da pandemia.

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes

Bolsonaro elogia e anuncia visita a prefeito de Chapecó defensor de tratamento sem eficácia contra Covid

Bolsonaro voltou a dizer que as políticas de enfrentamento ao vírus não podem ser mais nocivas do que a própria doença e defendeu que as pessoas voltem ao trabalho.

Bolsonaro advoga desde o ano passado o uso de cloroquina e ivermectina no tratamento da Covid-19, mesmo após diversos estudos não terem atestado que esses medicamentos funcionam para o combate ao vírus. (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu novamente, nesta segunda-feira (5), o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19.

Em cerimônia de entrega de residências populares no Distrito Federal, Bolsonaro disse que viajará nesta semana para Chapecó (SC) onde, segundo ele, o prefeito João Rodrigues (PSD) faz “um trabalho excepcional” no “atendimento na ponta da linha” de quem necessita de tratamento.

A prefeitura liderada por Rodrigues intensificou no início de 2021 uma campanha pelo chamado tratamento precoce, com uso de medicamentos como ivermectina e cloroquina. As substâncias não têm eficácia comprovada contra a Covid-19.

“[Rodrigues é um] exemplo a ser seguido, por isso estou indo para lá. Para exatamente não só ver, mas mostrar a todo o Brasil que o vírus é grave, mas seus efeitos têm como ser combatidos. Mais ainda, naquele município — com toda certeza em mais [cidades], em alguns estados também- o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente, total. Esse é dever do médico, uma obrigação e direito dele”, declarou o presidente.

Em outro momento de seu discurso, Bolsonaro voltou a dizer que as políticas de enfrentamento ao vírus não podem ser mais nocivas do que a própria doença e defendeu que as pessoas voltem ao trabalho.

“O Brasil precisa voltar a trabalhar”, disse.

Em Chapecó, os remédios do chamado tratamento precoce já eram ofertados, mas tiveram o uso estimulado depois que Rodrigues tomou posse em 1º de janeiro.

Bolsonaro advoga desde o ano passado o uso de cloroquina e ivermectina no tratamento da Covid-19, mesmo após diversos estudos não terem atestado que esses medicamentos funcionam para o combate ao vírus.

Especialistas alertam ainda que o chamado tratamento precoce pode estar associado a efeitos colaterais que muitas vezes agravam o quadro de pessoas que ingressam nos hospitais.

O próprio presidente afirma ter usado hidroxicloroquina quando se infectou com o vírus em meados do ano passado.