O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) anunciou na manhã deste sábado, 4, a prorrogação da linha BNDES Crédito Pequenas Empresas até 31 de dezembro, com orçamento ampliado em mais R$ 5 bilhões. O orçamento da BNDES Crédito Pequenas Empresas já tinha sido ampliado em R$ 5 bilhões, ainda em março, no primeiro conjunto de medidas do banco de fomento para mitigar a crise causada pela covid-19.

A nova ampliação foi decidida após os R$ 5 bilhões da ampliação de março terem sido totalmente contratados. Segundo o BNDES, desde março, foram aprovadas 16.318 operações com 15.094 empresas, que empregam 372.800 pessoas. “A média do valor do empréstimo por operação ficou em torno de R$ 318 mil. O principal setor econômico contemplado foi o de comércio e serviços, com 79,7% dos recursos, seguido pelo de indústria de transformação (19,5%), agronegócio (0,7%) e indústria extrativista (0,1%)”, diz a nota, divulgada neste sábado pelo BNDES.

 

Quem acompanha de perto a liberação dos recursos, garante que várias pessoas que receberam irregularmente os R$ 600 continuam na lista dos que serão contemplados nas novas liberações feitas pela Caixa Econômica Federal 

Não se sabe o porquê, dizem técnicos do governo, mas não houve o esperado bloqueio dos benefícios irregulares. Isso significa que políticos, servidores públicos, militares, filhos da classe média, presos e mesmo pessoas mortas embolsarão a nova parcela do coronavoucher. 

R$ 600 para políticos e mortos 

O Tribunal de Contas da União (TCU), contava que, depois de todos os avisos — mais de 620 mil pessoas fraudaram o auxílio emergencial, resultando em prejuízos de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos —, as áreas técnicas da Dataprev, do Ministério da Cidadania e da Caixa conseguissem bloquear os pagamentos irregulares. 

Contudo, segundo técnicos, não foi o que aconteceu. “Até conseguimos bloquear um lote de benefícios fraudados, mas a maioria continua aparecendo em situação de normalidade”, diz um dos técnicos. “O governo terá que correr contra o tempo para impedir os pagamentos irregulares”, acrescenta. 

Diante da farra dos benefícios irregulares, o TCU pediu ao Ministério Público Federal que mova ações contra os “espertalhões”. Eles responderão criminalmente pelas fraudes, além de terem que devolver o dinheiro aos cofres públicos. 

Pelos cálculos do governo, mais de 65 milhões de brasileiros conseguiram se cadastrar para receber o coronavoucher de R$ 600. O Tesouro Nacional gastou mais de R$ 200 bilhões com o programa, considerado fundamental para amenizar a vida daqueles que perderam renda por causa da pandemia da covid-19. 

De olho no aumento da popularidade entre o público de mais baixa renda, o presidente Jair Bolsonaro determinou que sejam pagas pelo menos mais duas parcelas do auxílio, totalizando R$ 1.200.

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