Prefeito e presidente da Amupe José Patriota, diz que “Brasília sempre está longe do Brasil real”

Há mais de 15 dias, o projeto de ajuda financeira a estados e municípios recebeu a aprovação da Câmara e do Senado e seguiu para sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que ainda não assinou a medida. A demora da verba chegar ao seu destino afeta diretamente os gestores estaduais e municipais que aguardam os recursos para ajudar nas ações de combate ao coronavírus e na manutenção da máquina pública, afetada pela queda de receitas oriundas do ISS e ICMS, principalmente. Com a situação se agravando a cada dia, os prefeitos projetam um cenário ainda mais difícil, que inclui a possibilidade de não conseguir pagar a folha de pagamento dos servidores. Além disso, a divulgação dos valores que serão repassados aos municípios, segundo os próprios gestores, criou uma expectativa na população.

De acordo com o prefeito de Sirinhaém, Franz Hacker (PSB), além da demora na sanção pelo presidente Bolsonaro, os gestores municipais de todo país estão enfrentando a cobrança da população. “Com os valores divulgados nos veículos de comunicação a pressão aumentou. Para minha cidade foi divulgado R$ 4 milhões. A partir daí, começaram a aparecer mensagens na internet com o pessoal perguntando pelo dinheiro e o que está sendo feito”, relatou o socialista.

Já o prefeito de Carnaíba, José Anchieta (PSB), destacou que o repasse do auxílio representa apenas 30% das perdas de receita causadas pela pandemia da Covid-19. “Estamos passando por uma crise imensa e de muitas perdas de repasses federais e estaduais. Estamos correndo o risco muito grande de, daqui a três meses, não conseguir pagar os salários dos professores. Tenho três mandatos de prefeito e isso nunca aconteceu”, lamentou.

Para a prefeita de Camaragibe, Nadegi Queiroz (Republicanos), a queda na arrecadação deixou os municípios em uma situação bastante difícil. “Perdemos quase tudo. Se esses recursos não chegarem, as prefeituras não terão como pagar os servidores. Esse reposição precisa entrar na conta das prefeituras”, ponderou Nadegi.

Na avaliação do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), a liberação dos recursos federais será importante para que os municípios recomponham a perda de arrecadação. “Por isso, quanto mais rápido esses recursos chegarem melhor, pois estamos investindo na área de saúde para garantir o melhor atendimento possível às vítimas da covid-19 e também nas medidas preventivas, justamente em meio a uma crise. Além disso, os demais serviços da gestão municipal não podem parar”, destacou.

Questionado sobre o assunto, o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), afirmou que a instituição está mobilizada para tentar a liberação. “Brasília sempre está longe do Brasil real. Estamos na maior crise e essa demora toda. As pessoas achando que as prefeituras estão cheia de dinheiro e esse repasse só vai compensar 30% das perdas”, lamentou.

Verba será utilizada para ajudar nas ações de combate ao coronavírus e na manutenção da máquina pública.

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