O senador José Serra (PSDB-SP) Foto: André Coelho / Agência O Globo 

 Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente da Odebrecht e delator na Operação Lava-Jato, Pedro Novis, informou que a empreiteira distribuiu R$ 52,4 milhões em propina ao senador José Serra ( PSDB). Os repasses começaram em 2002, durante a campanha presidencial do tucano. O primeiro pagamento foi de R$ 15 milhões.

Uma outra bolada, no valor de R$ 23,3 milhões, foi paga em forma de propina a Serra em 2010, segundo o delator. O dinheiro seria uma contrapartida à liberação, pelo governo paulista, de R$ 170 milhões em créditos devidos a uma empresa do grupo Odebrecht, no ano anterior. O depoimento foi divulgado pelo jornal “Valor Econômico” e confirmado nesta terça-feira pelo GLOBO.

Assim que fechou delação premiada, um grupo de executivos já havia confirmado à Procuradoria Geral da República (PGR) que José Serra havia recebido os R$ 23,3 milhões “por fora”, além de mais cerca de R$ 25 milhões como doação oficial da Odebrecht para a campanha. Sobre o repasse de R$ 15 milhões, Novis informou que não conseguiu recuperar os registros dos repasses realizados pela Odebrecht.

Em nota, a assessoria de imprensa do senador negou o recebimento de propina: “O senador José Serra esclarece que jamais recebeu qualquer tipo de vantagens indevidas de qualquer empresa ou indivíduo, especialmente da Odebrecht”. A assessoria ainda recorreu a trechos da delação de Novis. Em um trecho, ele diria: “Doutor, o senhor quer saber de uma coisa? Esse homem (que seria Serra) nunca nos ajudou. Nós sempre apostamos nele, essa é que é a verdade. Sei que os advogados estão aqui, ficam incomodados, mas eu tenho de dizer aos senhores”.

“Por essa declaração de Pedro Novis fica claro que nunca houve retribuição, nunca houve recebimento de recursos ilícitos, nunca houve favores, muito menos propina como moeda de troca para beneficiar a empreiteira. O próprio delator desmente o fato”, diz Serra, segundo a assessoria.

Outro trecho da delação diz: “Que considerava o secretário José Serra um administrador bastante austero, sendo que o mesmo inclusive se recusava a visitar as obras a pretexto de não se deixar comover pela grandiosidade dos projetos; que somente em 2002 o então candidato José Serra, que concorreu à Presidência da República naquele ano, solicitou recursos ao declarante”.

Segundo depoimento prestado ao delegado Luiz Zampronha, da PF em Brasília, o pedido de propina aconteceu pessoalmente no escritório ou mesmo na casa do senador.

Além, disso, Novis acusou Serra de já ter se beneficiado em 2004, quando disputou a prefeitura de São Paulo, de mais R$ 2 milhões em doações da Odebrecht “realizada sem registro na Justiça Eleitoral”. O dinheiro, segundo ele, foi pago em espécie e no país.

O executivo, no entanto, ainda informou à PF outros R$ 4,5 milhões repassados a Serra através através de uma conta bancária no exterior. Serra também teria pedido – e recebido, segundo delator – mais R$ 3 milhões em doações eleitorais para campanhas municipais do PSDB em São Paulo. Por fim, um outro repasse, de R$ 4,6 milhões, foi feito pela Odebrecht a Serra para a campanha de 2012.

SP entra em estado de atenção para alagamentos

A madrugada deste domingo na capital paulista foi quente e abafada para o período.

Os termômetros das estações meteorológicas automáticas do CGE registraram média de 22,5°C. (Foto: reprodução)

A semana começa com chuva forte na cidade de São Paulo. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura da capital decretou estado de atenção para alagamentos, por volta das 11h deste domingo (12). Áreas de instabilidade, formadas pelo calor e a alta umidade, já começam a se formar na cidade de São Paulo, atingindo as regiões da Penha, Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Itaquera e Guaianazes, na zona leste. As pancadas de chuva são de moderada intensidade.

A madrugada deste domingo na capital paulista foi quente e abafada para o período. Os termômetros das estações meteorológicas automáticas do CGE registraram média de 22,5°C. O amanhecer teve céu encoberto e no decorrer do dia haverá curtas aberturas de sol.  As temperaturas não sobem muito, com máxima prevista de 27°C e taxas de umidade do ar elevadas, acima dos 60%.

Áreas de instabilidade sobre o estado, associadas ao avanço de uma frente fria pelo oceano, causam as chuvas, que devem se intensificar a partir da tarde. São esperados volumes expressivos sobre a região metropolitana de São Paulo e faixa leste paulista, que inclui a capital. Essa condição aumenta o risco de formação de alagamentos, transbordamento de córregos e quedas de árvores em função das rajadas de vento, além de elevar o potencial para deslizamentos de encostas em áreas de risco. 

Segundo o CGE, medidas simples podem amenizar os efeitos dos alagamentos: evitar transitar em ruas alagadas; se a chuva causou inundações, não enfrentar correntezas; manter-se longe da rede elétrica e não parar debaixo de árvores, abrigar-se em casas e prédios; planejar as viagens, para que haja menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas. Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), número 156, ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias.

Previsão
A instabilidade continua durante o início da semana. A segunda-feira (13) será marcada por tempo instável e chuva intermitente na capital e grande São Paulo, o que mantém as condições favoráveis para elevados volumes de chuva no leste paulista, informou o CGE.

As temperaturas sofrem ligeiro declínio, com máxima prevista de 26°C e percentuais de umidade do ar acima dos 65%. Esse cenário futuro mantém o potencial para a formação de alagamentos, transbordamentos e deslizamentos de terra na região metropolitana.

Na terça-feira (14), as precipitações diminuem sobre a área, que deve ter uma madrugada com termômetros na casa dos 20°C e temperatura máxima de 25°C. A umidade do ar continua elevada, com os menores valores acima dos 60%. No decorrer do dia, haverá sol entre nuvens e pancadas isoladas de chuva no início da noite, com baixo potencial para a formação de alagamentos.

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