A saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL vai rachar a bancada do partido na Câmara. Projeção feita pelo GLOBO aponta que 24 dos 53 deputados federais da sigla devem acompanhar o presidente para fundar a Aliança pelo Brasil. Outros 27 indicam que vão permanecer nos quadros da legenda, enquanto dois ainda não decidiram qual rumo vão tomar.

Se a criação do partido de Bolsonaro for adiante, a tendência é que as forças de centro se fortaleçam ainda mais no Congresso. Com a base esfacelada, o governo pode ter mais dificuldades na relação com o Legislativo.

A possível migração vai alterar a dinâmica da negociação política. O PSL, segundo maior partido da Câmara, passaria a ser a nona maior bancada, caso os deputados hoje indecisos decidam continuar no partido, enquanto a Aliança pelo Brasil ficaria com a 12ª posição. O PL, integrante do centrão — que reúne ainda PP, DEM, Republicanos, PTB, PSD e Solidariedade —, seria alçado à segunda bancada, atrás do PT. O bloco informal soma mais de 250 votos na Casa.

Há matérias empacadas na Câmara consideradas bandeiras por Bolsonaro, como o projeto que flexibiliza regras de trânsito. A reforma administrativa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende enviar é outra pauta com grandes chances de dispersão de apoios. Uma derrota recente ao governo imposta pelo centrão foi a votação do projeto de armas, que acabou desfigurado. Outro tema que pode ter o mesmo destino é o pacote anticrime, do ministro Sergio Moro.

Deputados que indicaram permanecer no PSL dizem que vão apoiar a pauta econômica e de costumes do governo, mas não terão a obrigação de seguir as orientações do Palácio do Planalto. A ex-líder do governo no Congresso Joice Hasselmann (PSL-SP) tem dito que “aliados não podem ser feridos de morte”. Apesar das fissuras, apoiadores de Bolsonaro insistem que a divisão será irrelevante para a articulação política.

 

 

MUNDO:

Primeira sessão pública do impeachment marca estratégia democrata em narrativa contra Trump

Matthew Underwood chegou ao prédio de comissões do Congresso americano pouco depois da meia-noite desta quarta-feira (13). O escritor de 30 anos queria garantir um bom lugar na primeira audiência pública do processo de impeachment contra Donald Trump, marcada para dali a dez horas.

Deparou-se com um corredor vazio, então voltou para a casa e retornou às 6h30, quando se juntou aos primeiros da fila de cerca de cem pessoas que tentavam acompanhar de perto o evento histórico para a política dos EUA.

“É importante ser público e televisionado, porque ouvimos vários parlamentares dizerem que não estão cientes dos fatos, já que não têm tempo de ler as transcrições dos depoimentos que foram dados a portas fechadas”, afirma Underwood.

“Ter uma sessão aberta tira da frente essa desculpa e mostra se há mesmo provas concretas.”

Sob os olhos atentos do escritor, os diplomatas William Taylor e George Kent falaram à Comissão de Inteligência da Câmara como testemunhas-chave para os democratas.

Nesta nova etapa do processo, a oposição quer angariar apoio à narrativa de que Trump atuou de forma irregular ao pressionar o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a investigar Joe Biden, adversário político do republicano, e o filho dele, Hunter, que trabalhava em uma empresa de gás daquele país.

E os diplomatas não decepcionaram. Em uma sala cheia de jornalistas, parlamentares e curiosos, Taylor, embaixador dos EUA na Ucrânia, confirmou o que já havia dito em depoimento privado no Congresso no fim de outubro: Trump condicionava ajuda militar ao país europeu a apurações contra Biden.

Também afirmou que o presidente se preocupava mais com essas investigações do que com a Ucrânia e adicionou à trama detalhes novos, que diz ter tido conhecimento somente na semana passada.

Em sua fala de abertura, Taylor contou que um integrante de sua equipe ouviu um telefonema entre Trump e Gordon Sondland, embaixador dos EUA para a União Europeia, no qual o presidente perguntava sobre o status “das investigações” logo depois de Sondland ter se encontrado com um alto oficial ucraniano, em Kiev.

Segundo ele, o embaixador na UE disse que Trump “se importava mais” com as apurações do que com a Ucrânia.

A conversa entre Trump e seu auxiliar, diz Taylor, aconteceu em 26 de julho, um dia após o americano pedir a Zelenski, também por telefone, para investigar os Bidens.

À época, o governo dos EUA retinha uma ajuda militar à Ucrânia que, segundo Sondland, só seria liberada caso o país europeu fizesse uma declaração pública sobre as investigações contra o democrata e seu filho.

Taylor confirmou que o foco de Trump era Biden e ponderou acreditar ser “loucura” reter uma ajuda militar “por causa de campanha política.”

Conforme interrogavam os diplomatas, os deputados exibiam em um telão trechos da transcrição da ligação entre Trump e o presidente ucraniano.

Nela, Zelenski devolvia os comentários do líder americano dizendo que a Ucrânia estava trabalhando nas investigações e agradecia por um suposto convite para ir a Washington.

Questionados se uma coisa estava condicionada à outra, Taylor e Kent responderam “sim”.

A contrapartida é um dos principais pilares da oposição para mostrar o desvio de conduta e abuso de poder de Trump em suas relações com a Ucrânia.

Os democratas tentam aprovar o processo na Câmara, de maioria oposicionista. Depois disso, o impeachment ainda precisa passar pelo Senado, de maioria republicana.

A oposição sabe portanto que é preciso convencer independentes e possíveis dissidentes republicanos a abandonar o presidente caso haja mais pressão popular, por exemplo.

Como é habitual, Trump estava ativo em seu Twitter desde cedo. Ele nega qualquer irregularidade no imbróglio com a Ucrânia e diz que os democratas, mais uma vez, tentam fazer uma “caça às bruxas” contra seu governo para desgastar sua imagem e tentar impedir sua reeleição em 2020.

Mais tarde, em entrevista coletiva na Casa Branca, iniciada somente após o fim da audiência no Congresso, Trump disse que não tem conhecimento dos fatos expostos pelas testemunhas nesta quarta, que não se lembra da conversa com Sondland e que não houve “quid pro quo” -troca de favores- no episódio da Ucrânia.

“Não me lembro de nada. Ele só falou comigo rapidamente, não houve quid pro quo nessas circunstâncias. Não tem quid pro quo e ponto. É simples.”

O presidente disse que assistiu “apenas por um minuto” à audiência, porque estava recebendo o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, compromisso, segundo ele, “muito mais importante”, e chegou a pedir que somente “repórteres-amigos da Turquia” fossem escolhidos para fazer perguntas.

Essa é a quarta vez que os EUA discutem um processo de impeachment no Congresso -a terceira delas televisionada.

Ainda esta semana haverá outra sessão aberta, com a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia Marie Yovanovitch.

Na próxima semana, seguem os depoimentos com o testemunho de Jennifer Williams, assessora do vice-presidente Mike Pence, entre outros.

Os democratas dizem que querem votar o impeachment na Câmara até o fim deste ano.

 

 

 

 

 

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