Segundo o jornalista William Waack, a Operação Lava Jato “perdura como fenômeno político e social, mas o ímpeto, o alcance e a abrangência foram severamente limitados”. “Os limites são sobretudo políticos, assim como a atuação da Lava Jato foi, desde sempre, uma atuação política”, diz.

 Em coluna publicada no jornal O Estado de S.Paulo, o jornalista William Waack afirma que a Operação Lava Jato “foi colocada na casinha, com coleira e tudo”. “Perdura como fenômeno político e social, mas o ímpeto, o alcance e a abrangência foram severamente limitados. Não se trata de aplaudir ou detestar esse fato. Apenas, reconhecê-lo”, avalia.

Segundo o colunista, “os limites são sobretudo políticos, assim como a atuação da Lava Jato foi, desde sempre, uma atuação política”. “O embate jurídico e doutrinário sobre a conduta de juízes e procuradores – se cometeram crimes ao combater crimes – é um importante capítulo em si. Ocorre que a complexidade e o lado ‘técnico’ desse relevante debate às vezes ofuscam o principal”, complementa.

O jornalista diz que “o limite político imposto à atuação deles veio em primeiro lugar do fato do principal objetivo ter sido alcançado: o PT foi apeado do poder”.

“Em segundo, pelo fato de forças políticas que não são corrompidas nem estão precisando escapar de investigações terem se convencido de que não são os ‘de fora’ que vão tomar conta das decisões das esferas políticas. Essas forças estão em partidos (portanto, no Legislativo), nas Forças Armadas, no STF, no mundo das elites empresariais, no Palácio do Planalto, em correntes nas redes sociais, na academia (especialmente ligada ao Direito), até mesmo na figura do novo PGR”, acrescenta.

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