Uma das fotos divulgadas pela polícia mostra dois dos suspeitos posando com carros de luxo em Dubai. Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil de Goiás desarticulou nesta sexta-feira (9) um grupo suspeito de atuar no tráfico internacional de drogas e de lavar dinheiro. Ao todo, foram apreendidos pela Polícia Civil 13 relógios suíços, 11 carros de luxo, dois pequenos aviões, um jet ski e um helicóptero. Uma das aeronaves foi apreendida em Sorocaba, São Paulo; o outro jato e o helicóptero, em Goiânia, Goiás. R$ 571 mil em notas de reais, dólares e euros também foram apreendidos.

Ao todo, 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos Estados de Goiás, São Paulo e Paraná. De acordo com a polícia, foram detidos Gilberto Rocha Junior, 27 anos, Dennis Marcel Gerardus, 40 anos, Renan Barbosa, 30 anos, Rulyo Barbosa, 24 anos, Ismael Silva Santos, 27 anos, e uma pessoa identificada apenas como H. N. N, 35, foram detidas. Foragidos não tiveram seus nomes divulgados.

Os membros da organização eram comandados por um holandês radicado no Brasil. Viajavam com frequência para Dubai, Emirados Árabes Unidos, e usavam carros de luxo, além de viajar com frequência de helicóptero para atividades comuns — em um dos registros, pousaram com a aeronave em Palmas, capital do Tocantins, para comprar gelo.

Petrolina exporta 9 milhões de caixas de manga ano

Foto: reprodução

Segundo maior mercado consumidor final da manga produzida no Vale do São Francisco (depois da Europa), os Estados Unidos compraram da região 9 milhões de caixas, no ano passado. Entre 2005 e 2018, o consumo dos americanos aumentou 87% e hoje já importam apenas do Brasil 115 milhões de caixas da fruta que também é produzida por países como México, Peru e Equador. Cientes da importância desse mercado, produtores, técnicos e pesquisadores participaram nesta quarta-feira (7) do ‘XI Workshop Internacional da National Mango Board’, em Petrolina (PE). No evento, eles discutiram a melhoria da produção e da qualidade da fruta.

O workshop é uma iniciativa da NMB (National Mango Board), entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (sigla em inglês USDA) com apoio da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport). De acordo com o diretor de marketing da instituição brasileira, Caio Coelho, foi a partir dessa parceria que os produtores da região saíram das 500 mil caixas de manga enviadas aos EUA para chegar aos 9 milhões ao ano, em 20 anos.

“Os números de exportação são grandes. Como um exportador que acompanha esse mercado, acho que chegamos a um volume que requer mais administrar do que expandir”, disse o diretor de Marketing da Valexport, Caio. Segundo o gestor, a distância do mercado estadunidense e o chamado ‘custo Brasil’ tendem a limitar maiores expansões. “Nosso custo de água e energia tem aumentado bastante nos últimos anos, somadas a isso temos as despesas com os tratos culturais, cuidados com o meio ambiente, fertilizantes e defensivos agrícolas, que custam o dobro se comparados aos países produtores concorrentes México, Peru e Equador”, explica.