Na parceria, foram analisadas 649.551 mensagens. Nas conversas publicadas pelo The Intercept Brasil, Moro mandava acelerar ou atrasar algumas operações e pedia a inclusão de provas em processos que não estavam, ainda, em sua responsabilidade. 

7 conversas do Telegram foram publicadas. A primeira mostra o diálogo entre Deltan Dallagnol (Chefe da força-tarefa) e a procuradora Laura Tessler. O chefe informa a procuradora que Moro alertou sobre uma informação na denúncia do réu, Zwi Skornicki (acusado de pagar propina a ex-funcionários de um estaleiro do Estado), que estava faltando. A informaçãofoi incluída no dia seguinte.

A segunda conversa relata a cobrança de Moro sobre a manifestação do MPF em relaçãoao pedido de revogação de prisão preventiva de José Carlos Bumlai. Dallagnol responde que irá providenciar. 

Na sequência, Moro questiona Dallagnol sobre rumores da delaçãode Eduardo Cunha. O juíz se mostra contra ao acordo, mesmo precisando obter um posicionamento imparcial. 

Em outra conversa, entre o procurador Athayde Costa e um interlocutor que não foi identificado, que segundo a VEJA, seria a delegada da PF, Erika Marena; O procurador questiona onde está o documento apreendido com Flávio Barra, preso pela Lava Jato, e a delegada responde que esqueceu de incluir o arquivo no processo eletrônico, porque Moro pediu para “não ter pressa”. 

Em diálogo entre Moro e Dallagnol, o atual ministro cobra o procurador sobre a data de manifestação do MPF sobre um habeas corpus impetrado pela Odebrecht. Deltan diz que ficará pronto em um dia, mas acaba se atrasando e sugere enviar uma provisória para que o juiz consiga preparar a decisão.

Na sexta conversa divulgada pela parceria entre The Intercpt/VEJA, o procurador Paulo Galvão e o procurador Roberson Pozzobon discutem sobre a realização de uma operação que deveria acontecer até novembro, por um pedido de Moro, para que a denúncia fosse apresentada até o fim do ano. A operação foi realizada e acabou na prisão de Carlos Bumlai. Moro aceitou a denúncia apenas um dia depois do MPF divulgar a apresentação.

O último diálogo divulgado, ocorreu em um grupo de nome “PF-MPF LAVA JATO 2”. Os interlocutores não foram identificados. mas a VEJA disse ser o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e o delegado da PF Igor Romário. Segundo a conversa, Moro teria sugerido a data de realização de operação do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. 

Na última terça-feira (2), o ministro Sérgio Moro foi convidado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para explicar diálogos publicados pelo The Intercept Brasil, o ministro disse não reconhecer a autenticidade das conversas com o coordenador da Lava Jato em Curitiba, Delton Dallagnol, e outros procuradores e classificou como “revanchismo” as críticas recebidas. “Há uma tentativa criminosa de invalidar condenações”, insistiu ele. “Se, durante as investigações da Lava Jato, eu tivesse deixado a corrupção florescer, não sofreria esses ataques. Qual foi a mensagem que revela que tem inocente condenado? Que inocentes?”, provocou.

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