Após conhecer de perto o programa Pacto pela Vida acompanhado do governador Paulo Câmara (PSB) nesta quinta-feira (23), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, fez elogios ao programa e ao socialista. Ao lado do governador, o ex-juiz da Lava Jato disse a jornalistas que o Pacto pela Vida está no “caminho certo” e ressaltou a participação direta do gestor nas reuniões do programa.

“Fui convidado gentilmente pelo governador para conhecer mais de perto o programa Pacto pela Vida. Realmente, na minha opinião, é o caminho certo de trabalhar com inteligência, com dados e integração. E acho que é muito elogiável o fato do governador participar dessas reuniões (do Pacto pela Vida), o que demonstra o envolvimento da mais alta autoridade do Estado nessa tarefa de redução da criminalidade”, disse Sergio Moro.

Em julho do ano passado, Paulo Câmara chegou a assinar uma carta em que repudiava a atuação do ex-juiz da Lava Jato no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na esteira do polêmica sobre a libertação do petista após uma decisão no plantão judicial do desembargador Rogério Fraveto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no dia 8 de julho.

O ministro disse que o governo Bolsonaro quer “aprofundar” a relação com o governo de Pernambuco e ser “parceiro” no combate à criminalidade.

“Da parte do governo federal, o governo federal quer ser um parceiro nessas atuações. Já é em parte, mas nós queremos aprofundar nossa relação para que nós possamos buscar indicadores criminais melhores para o País inteiro, inclusive aqui para Pernambuco”, afirmou.

Na entrevista, Moro, disse que apesar da aprovação da transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) para o Ministério da Economia, o órgão continuará trabalhando em uma “política integrada” com a sua pasta.

“Agora é importante destacar que embora Coaf retorne para Economia, ele vai continuar fazendo o trabalho que ele sempre realizou que é o trabalho de inteligência e prevenção à lavagem de dinheiro. E que é extremamente relevante para fins de prevenção e combate ao crime organizado, identificação de patrimônio de criminosos. Então, a política de integração continua ainda que ele fique em outra pasta”, afirmou o ministro. (Via: Blog do Jamildo)