DONO DE JATO QUE MATOU EDUARDO CAMPOS É ALVO DA PF NA OPERAÇÃO BLACKOUT

 

MOVIMENTAÇÃO NA SEDE DA POLÍCIA FEDERAL NO RIO DE JANEIRO (RJ), DURANTE A 38ª FASE DA OPERAÇÃO LAVA JATO. FORAM EXPEDIDOS 15 MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO E DOIS DE PRISÃO PREVENTIVA A OPERAÇÃO FOI BATIZADA DE BLACKOUT (JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FOLHAPRESS

Empresário Apolo Santana é suspeito de receber 510 mil dólares em propina; Moro revogou a sua prisão após saber que ele fechou delação premiada

O empresário pernambucano Apolo Vieira Santana também é alvo da 38ª fase da Operação Lava Jato, a Blackout, deflagrada nesta quinta-feira, além dos operadores do PMDB Jorge Luz e Bruno Luz (pai e filho). Santana é apontado como um dos proprietários do avião que caiu com o presidenciável Eduardo Campos (PSB) em Santos, no litoral de São Paulo, em agosto de 2014.

O juiz Sergio Moro chegou a decretar a sua prisão preventiva em 15 de fevereiro, mas a revogou seis dias depois após receber a informação de que ele havia assinado um acordo de delação premiada com a procuradoria de Pernambuco. Lá, Santana é investigado na Operação Turbulência por fazer parte de um esquema especializado em lavagem de dinheiro que teria intermediado propina em obras da transposição do Rio São Francisco e da Petrobras. Ele chegou a ser preso em junho de 2016, mas depois foi solto em setembro por determinação do ministro do STF Marco Aurélio Mello.

No caso da Blackout, Santana é suspeito de ter recebido 510.000 dólares em uma conta no exterior, a Zago Inc, referente a um contrato de construção do navio-sonda Petrobras 10.000. Este mesmo navio também rendeu propina a senadores do PMDB por intermediação de Jorge Luz, segundo depoimento do ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

“Nesse sentido, Apolo Santana se apresenta como profissional voltado para a lavagem de ativos e vale-se constantemente de contas no exterior para circular valores ilícitos, o que justifica o recebimento de valores de propina oriundos do navio-sonda Vitória”, escreveu a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Apesar de ter revogado a prisão, Moro pediu o bloqueio de 50.000 reais das suas contas, assim como das de Jorge e Bruno Luz.

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