Dos 21 profissionais de imprensa a bordo, apenas um sobreviveu. Entre os nomes mais conhecidos estavam o repórter Victorino Chermont, o narrador Deva Pascovicci e os comentaristas Paulo Julio Clement e Mário Sérgio (ex-jogador), todos do canal FOX Sports

 

 

Com 76 mortos, o acidente com o avião que levava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana é, ao mesmo tempo, a maior tragédia do esporte e do jornalismo brasileiro. A aeronave, que caiu em Cerro Gordo, entre as cidades de La Union e La Ceja Del Tambo (a 40 km de Medellín), levava atletas, integrantes da comissão técnica, convidados do time e 21 jornalistas brasileiros que cobririam a partida contra o Atlético Nacional (COL). Dos profissionais de imprensa, apenas um sobreviveu. O jogo de quarta-feira (30) seria o primeiro dos dois da final da copa Sul-Americana.

 

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Sincero e polêmico: comentarista e ex-atleta Mario Sérgio morre em acidente

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 Seis profissionais do canal FOX Sports, três da TV Globo, quatro da RBS, um do Globoesporte.com e sete jornalistas de rádios de Chapecó estavam no avião. Entre os nomes mais conhecidos estavam o repórter Victorino Chermont, o narrador Deva Pascovicci e os comentaristas Paulo Julio Clement e Mário Sérgio (ex-jogador), todos do canal FOX Sports.

 

O avião que sofreu um acidente enquanto transportava a equipe da Chapecoense era de modelo Avro Regional Jet 85 (RJ-85), também conhecido como Jumbolino. Segundo sites especializados em aeronaves, a aeronave de matrícula CP-2933 tinha 17 anos e era o único da companhia aérea boliviana Lamia. No momento da queda, tinha 72 passageiros e nove tripulantes.

 

Apenas seis pessoas conseguiram sobreviver: os goleiros Danilo e Follmann, o lateral Alan Ruschel, o jornalista Rafael Henzel (Rádio Oeste Capital), o técnico da aeronave chamado Erwin Tumiri e a comissária de bordo identificada como Jimena Suarez. Mais tarde, autoridades colombianas confirmaram que o zagueiro Neto também foi encontrado com vida. Danilo, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

 

 

Os jornalistas a bordo:

 

Victorino Chermont (Fox Sports)

Rodrigo Santana Gonçalves (Fox Sports)

Deva Pascovich (Fox Sports)

Lilacio Júnior (Fox Sports)

Paulo Clement (Fox Sports)

Mario Sergio Pontes de Paiva (Fox Sports e ex-jogador)

Guilher Marques (Globo)

Ari de Araújo Júnior (Globo)

Guilherme Laars (Globo)

Giovane Klein (repórter da RBS TV de Chapecó)

Bruno Mauro da Silva (técnico da RBS TV de Florianópolis)

Djalma Araújo Neto (cinegrafista da RBS TV de Florianópolis)

Adré Podiacki (repórter do Diário Catarinense)

Laion Espindula (repórter do Globo Esporte)

Rafael Henzel (Rádio Oeste Capital – sobrevivente)

Renan Agnolin

Fernando Schardong

Edson Ebeliny

Gelson Galiotto

Douglas Dorneles

Jacir Biavatti

 

Mais da metade dos corpos é resgatada em destroços de avião na Colômbia

 

São cerca de 150 pessoas envolvidas nas buscas, que começaram já pela madrugada. A maior tragédia da história do esporte brasileiro deixa mais de 70 mortos. Seis sobreviveram

 

 

Dezenas de socorristas seguiam com o resgate dos corpos das vítimas da maior tragédia aérea  da história do esporte na tarde desta terça-feira (29/11). De acordo com a Polícia de Antioquia, o Estado onde fica o Aeroporto Internacional José María Córdov, em Rionegro, nas proximidades de Medellín, são cerca de 150 pessoas envolvidas nas buscas, que começaram já pela madrugada. Mais da metade dos corpos, cerca de 35 até por volta das 13h, já foi retirada da área onde estão os destroços da aeronave. 

Imagem do jogador Helio Neto sendo socorrido por paramédicos no hospital La Ceja

 

Dezenas de socorristas seguiam com o resgate dos corpos das vítimas da maior tragédia aérea  da história do esporte na tarde desta terça-feira (29/11). De acordo com a Polícia de Antioquia, o Estado onde fica o Aeroporto Internacional José María Córdov, em Rionegro, nas proximidades de Medellín, são cerca de 150 pessoas envolvidas nas buscas, que começaram já pela madrugada. Mais da metade dos corpos, cerca de 35 até por volta das 13h, já foi retirada da área onde estão os destroços da aeronave. 

O acidente
A aeronave, da companhia venezuelana Lamia, de matrícula CP-2933, levava 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e nove tripulantes, de acordo com a Aeronáutica Civil colombiana. O avião seguia com a delegação para Medellín, onde o time disputaria, nesta quarta-feira (30/11), a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional da Colômbia. A queda ocorreu nas proximidades de Medellín, pouco antes de chegar ao destino. Uma das possibilidades é o avião ter sofrido pane elétrica.
 
Chovia muito na região no momento da queda. Uma das possibilidades é o avião ter sofrido pane elétrica, mas há a possibilidade de a aeronave ter sofrido pane seca também, que ocorre quando a aeronave fica sem combustível. O avião teria perdido o contato com a torre de controle às 22h15 (1h15 no horário de Brasília). O pedido de socorro foi emitido entre as cidades de Ceja e Lá Unión. A aeronave fez uma parada em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, depois de decolar do Brasil. Na emergência do voo, o piloto teria aberto os tanques de combustível para evitar a explosão da aeronave na queda. A região do acidente é montanhosa. O avião teria caído a 25 quilômetros da cabeceira da pista do aeroporto de destino e não explodiu, de acordo com informações de paramédicos. As causas do acidente estão sendo investigadas. 
 
O time brasileiro, rival do Palmeiras no fim de semana na partida que deu ao time paulista a conquista do título nacional, faria o primeiro confronto da decisão da Copa Sul-Americana com o Atlético Nacional, quarta-feira. A Confederação Sul-Americana já cancelou a partida e se colocou à disposição dos envolvidos.
 
Apoio colombiano
A Aeronáutica Civil da Colômbia informou em comunicado que a Força Aérea colombiana dispôs de um helicóptero, além de prestar apoio com bombeiros, ambulâncias e toda rede hospitalar disponível no local. Pelo Twitter, o prefeito Federico Gutiérrez Zuluaga lamentou o ocorrido, afirmando que após o acidente todos os protocolos de emergência foram ativados e equipes de resgate foram enviadas ao local. “É uma verdadeira tragédia o que ocorreu esta noite. Lamentamos esta grande perda de vidas humanas e expressamos toda a nossa solidariedade com os familiares, amigos e fãs da equipe Chapecoense. Estamos dispondo de toda a colaboração necessária, técnica e humana, para atender a este acidente”.
 
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, publicou no perfil dele no Twitter um laço banco, sobre um fundo escuro e o escudo da Chapecoense, além de uma mensagem alusiva ao acidente. “Uma tragédia que nos enluta. Lamentamos pelo acidente de avião que transportava a Chapecoense. Solidariedade com a família das vítimas e com o Brasil”, escreveu o líder, também Nobel da Paz, por volta das 10h desta terça-feira (hora de Brasília).
 
Em nota oficial, a Conmebol suspendeu todas as atividades envolvendo a Confederação, inclusive a partida que estava marcada para quarta-feira às 21h45 (de Brasília) em Medellín. 
 
Tragédia no jornalismo
Com 76 mortos, o acidente com o avião que levava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana é, ao mesmo tempo, a maior tragédia do esporte e do jornalismo brasileiro. A aeronave, que caiu em Cerro Gordo, entre as cidades de La Union e La Ceja Del Tambo (a 40 km de Medellín), levava atletas, integrantes da comissão técnica, convidados do time e 21 jornalistas brasileiros que cobririam a partida contra o Atlético Nacional (COL). Dos profissionais de imprensa, apenas um sobreviveu. 
 
Seis profissionais do canal FOX Sports, três da TV Globo, quatro da RBS, um do Globoesporte.com e sete jornalistas de rádios de Chapecó estavam no avião. Entre os nomes mais conhecidos estavam o repórter Victorino Chermont, o narrador Deva Pascovicci e os comentaristas Paulo Julio Clement e Mário Sérgio (ex-jogador), todos do canal FOX Sports.
 
Mudança de planos
O voo fretado da empresa Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación (LaMia), que causou a tragédia aérea na Colômbia nesta segunda-feira (28/11), partiria do aeroporto de Guarulhos para Medellín, mas foi vetado pela Agência nacional de Aviação Civil (ANAC), devido à lei nacional. O planejamento da delegação precisou então ser alterado. No acidente, 75 das 81 pessoas que seguiam no voo morreram, incluindo os jogadores do clube brasileiro. Após a decisão da ANAC, a Chapecoense seguiu em um voo regular da companhia boliviana BoA até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. De lá, pegou o avião fretado da LaMia que sairia originalmente do aeroporto de Cumbica.
 

 

Com informações de Rodrigo Craveiros e Renato Alves

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