A presidente Dilma Rousseff concede entrevista a veículos de comunicação no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira; Brazil's President Dilma Rousseff speaks during an interview at the Planalto Presidential Palace

A decisão sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara será feita com o voto de um deputado da região Nordeste. É o que apontam projeções feitas com base no levantamento sobre o placar da votação, que ocorrerá no domingo (17). Até as 19h30 desta sexta-feira (15), 340 deputados disseram ao jornal que votarão a favor do impeachment de Dilma, o que configura dois votos a menos do que o mínimo necessários para a aprovação. Outros 18 se declararam indecisos, 19 não quiseram antecipar os votos e seis não responderam ou não foram localizados. Veja aqui o placar completo.

Nessa situação, é possível projetar um cenário hipotético para estimar de qual parlamentar poderá sair o voto decisivo, caso a oposição consiga o mínimo necessário. Considerando que todos os deputados atualmente sem decisão acabem votando a favor do impeachment, o voto de número 342 seria proferido pelo deputado Damião Feliciano (PDT-PB), o 461º na lista de votação e que ainda não declarou voto. A partir dele, dependendo do que escolherem os indecisos, o voto final poderá sair apenas do último parlamentar na ordem de votação, o deputado Ronaldo Lessa (PDT- AL) –que por enquanto não declarou voto.

Entre os dois parlamentares há outros 40 nomes que também têm chances de serem os autores do voto definitivo do impeachment, dependendo de como votarem os indefinidos. Por causa da ordem de votação definida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), todos eles também são da região Nordeste: oito da Paraíba, 20 de Pernambuco, seis de Sergipe e seis de Alagoas.

ORDEM POLÊMICA

A ordem de votação tem sido contestada pelos governistas, que chegaram a levar a questão ao STF (Supremo Tribunal Federal). Diante da pressão, Cunha alterou a ordem de votação e divulgou que seguiria a ordem Norte-Sul, alternada por Estados. O peemedebista, no entanto, ainda deixou a região Nordeste, onde Dilma Rousseff tem mais apoio, por último. Com isso, depois de Roraima virá o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Isso ocorre porque, segundo o entendimento de Cunha sobre o regimento, devem ser chamados um Estado do Norte e do Sul e depois vice-versa (Sul e Norte).

A maioria do STF validou, na noite de quinta-feira (14), a ordem de votação escolhida por Cunha. Quando se esgotarem os três Estados do Sul, seguirão alternando os do Norte com os do Centro-Oeste, e depois com os do Sudeste. Os Estados do Nordeste entrariam por último, seguindo os do Norte no revezamento. Isso fará com que os cinco últimos Estados sejam do Nordeste: Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Segundo levantamento feito, nestes cinco, 28 dos 93 votos (30%) são contrários ao impeachment – índice bem maior do que em outras regiões.

A Bahia é o que tem cenário mais favorável a Dilma: 18 dos 39 votos (46%) são contra o afastamento e 15 a favor. Nos três Estados da região Sul, ao contrário, 75% dos 77 votos são a favor do impeachment. A ordem da votação importa porque o placar parcial no domingo pode representar uma pressão de última hora sobre os ainda indecisos. Para os governistas, Cunha quer criar uma “onda” favorável ao impeachment durante a votação.

No entendimento dos governistas, a ordem deveria ser Norte-Sul, mas os Estados do Sul devem ser os últimos, numa ordem geográfica que desce do Norte e Nordeste em direção ao Sul.

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