CID PROTOCOLA PEDIDO DE IMPEACHMENT DE TEMER
 
Ex-governador do Ceará e ex-ministro do governo Dilma protocolou nesta tarde na Câmara um pedido de impeachment contra o vice-presidente, Michel Temer, por crime de responsabilidade; segundo ele, o pedido não se baseia nas chamadas ‘pedaladas fiscais’, como no pedido contra a presidente Dilma, porque em sua avaliação a prática não configura crime fiscal; no documento, Cid alega que Temer e o PMDB são citados na Operação Lava Jato; ele pede ainda na peça que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – aliado de Temer -, não decida sobre o caso; outro pedido de impeachment de Temer, apresentado por um advogado, será julgado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF, na próxima semana
 
 
O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação Cid Gomes protocolou na tarde desta sexta-feira 1º, na Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), por crime de responsabilidade.
 
Segundo ele, o pedido não se baseia nas chamadas ‘pedaladas fiscais’, como no pedido contra a presidente Dilma Rousseff, porque em sua avaliação a prática não configura crime fiscal. No documento, Cid alega que Temer e o PMDB foram citados na Operação Lava Jato. Ele pede ainda na peça que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – aliado de Temer -, não analise o caso, mas sim o vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PMDB-MA), uma vez que Cunha é um dos alvos da Lava Jato.
 
“Foi revelado, por força da Operação Catilinárias [desdobramento da Lava Jato], o pagamento da quantia de R$ 5 milhões ao denunciado, valor cuja suspeita de origem ilícita é marcante, mormente pelas insuficientes explicações ofertadas pelo denunciado após a revelação de mensagens sobre o pagamento de tal quantia, por parte do senhor Léo Pinheiro [da OAS], trocadas pelo denunciado e o presidente da Câmara dos Deputados, em cobrança por adiamento na quitação de compromissos com a ‘turma'”, diz trecho do documento.
 
Outro pedido de impeachment de Temer, apresentado pelo advogado mineiro Mariel Márley Marra, chegou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal e deve ser julgado na próxima semana pelo ministro Marco Aurélio Mello. A peça havia sido apresentada em dezembro à Câmara, mas foi arquivada por Cunha. O autor do documento recorreu ao STF argumentando que não cabe ao presidente da Câmara decidir sozinho sobre o tema.

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