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Sempre achei que pelo tribunal [TSE] seria possível um “stop and go”. Um governo legitimado pelo voto para implantação de reformas estruturantes. Mas, hoje, qualquer saída sem a atual presidente da República é melhor do que estendermos esse calvário do povo brasileiro por mais alguns anos. Aécio Neves, no 13 de março, em Belo Horizonte

Da Redação

A homologação da delação premiada de Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, complicou sobremaneira a presidente da República e o PT, com a revelação — acompanhada de gravações — de que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, teria tentado convencer Delcídio a não fazer delação premiada. É uma bomba atômica que deixa o governo à beira do precipício — com ou sem Lula ministro.

Na outra face da moeda, deixou claros os danos que podem ser causados por um vazamento seletivo. Trechos do depoimento de Delcídio vazaram numa edição antecipada da revista IstoÉ, na quinta-feira que precedeu a condução coercitiva de Lula ao aeroporto de Congonhas, para um depoimento cujo ponto alto foi uma pergunta sobre os hábitos de transporte de um aliado do ex-presidente.

A conversa entre um delegado federal e o declarante Lula entra para os anais da investigação criminal, o que nos leva a acreditar que talvez o ex-presidente tenha sido levado ao aeroporto de Congonhas não para depor, mas para seguir até Curitiba.

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Não houve menção, naquele primeiro vazamento da IstoÉ, a Aécio Neves, que apareceu lateralmente na edição seguinte da revista, uma semana depois, sem maiores detalhes que pudessem atrapalhar as manifestações de domingo passado.

Só agora, depois do 13 de março, vem à tona a delação completa de Delcídio, que compromete o presidente do PSDB e um dos principais líderes da campanha pelo impeachment, o vice-presidente Michel Temer e deixa claro que o esquema de corrupção na Petrobras começou no governo FHC:

Aécio recebeu propina de Furnas, diz Delcídio em delação

MÁRCIO FALCÃO 
AGUIRRE TALENTO

DE BRASÍLIA

Na Folha

15/03/2016 12h36

Em um dos termos de sua delação premiada, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirmou que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), recebeu propina de Furnas, empresa de economia mista subsidiária da Eletrobras.

A declaração de Delcídio confirmou depoimento prestado pelo doleiro Alberto Youssef, que também afirmou que Aécio recebia propina de Furnas, mas não houve abertura de inquérito para investigar o caso.

“Questionado ao depoente quem teria recebido valores de Furnas, o depoente disse que não sabe precisar, mas sabe que Dimas [Toledo, ex-presidente de Furnas] operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves”, disse Delcídio.

Ele afirmou ainda que o ex-líder do PP na Câmara José Janene, morto em 2010, também recebia dinheiro de Furnas.

O senador afirmou que Dimas possui “vínculo muito forte” com Aécio e que sua indicação para o cargo teria partido do tucano, junto ao Partido Progressista, na época da gestão Fernando Henrique Cardoso.

Delcídio relata um diálogo que teve com o ex-presidente Lula durante uma viagem em 6 de maio de 2005 na qual Lula lhe perguntou quem era Dimas Toledo.

E, segundo Delcídio, o ex-presidente teria explicado o motivo da pergunta: “Eu assumi e o Janene veio pedir pelo Dimas. Depois veio o Aécio e pediu por ele. Agora o PT, que era contra, está a favor. Pelo jeito ele está roubando muito”.

Para o senador, Lula disse isso porque “seria necessário muito dinheiro para manter três grandes frentes de pagamentos e três partidos importantes”.

Questionado, Delcídio afirma não saber se a irmã de Aécio, Andréa Neves, também estava envolvida em Furnas.

Disse, porém, que na gestão de Aécio em frente ao governo de Minas, a irmã era “uma das grandes mentoras intelectuais dele e estava por trás do governo”.

PARAÍSO FISCAL

O senador também afirma, em outro trecho de sua delação, que ouviu de Janene que Aécio era “beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato”.

A sede seria, segundo Delcídio, em Liechtenstein, e a operação financeira teria sido estruturada por um doleiro do Rio de Janeiro. A fundação estaria em nome da mãe ou do próprio Aécio.

Ainda sobre o tucano, Delcídio relatou um caso na CPI dos Correios, que investigou o mensalão, no qual Aécio teria atrasado o envio de dados do Banco Rural para fazer uma “maquiagem” nas informações.

“A maquiagem consistiria em apagar dados bancários comprometedores que envolviam Aécio Neves, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcos Valério e companhia”, afirmou.

Ele contou que o então secretário-geral do PSDB, Eduardo Paes, foi enviado por Aécio para lhe pedir um aumento no prazo para envio das quebras.

“Ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves”, disse Delcídio.

*****

Diretores condenados na Lava Jato tinham aval de Temer, diz Delcídio

DE SÃO PAULO

15/03/2016 12h42

Da Folha

Em seu acordo de colaboração com a Justiça, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirma que o vice-presidente Michel Temer teve participação direta na nomeação de executivos da Petrobras condenados em uma ação da Operação Lava Jato.

O acordo de delação de Delcídio foi confirmado nesta terça-feira (15) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

Em depoimento, Delcídio acusou de irregularidades na subsidiária BR Distribuidora João Augusto Henriques, que foi diretor na empresa de 1998 a 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso.

O senador disse que Henriques fazia “operações” na BR Distribuidora para conseguir recursos a partir da variação do preço do etanol nas usinas.

“A forma de obtenção de recursos ilícitos nas operações consistia na manipulação das margens de preço do produto, estabelecidas pela assim chamada ‘Escola de Piracicaba’, ligada à área de agronomia”, diz o termo de delação.

Delcídio não dá outras informações sobre Temer relacionadas a esse caso.

Henriques foi preso na 19ª fase da Lava Jato, em setembro passado, e acabou condenado pelo juiz Sergio Moro em fevereiro. Nesse processo, ele era acusado de ser operador de propinas após deixar a BR Distribuidora.

JORGE ZELADA

Outro ex-executivo apontado como apadrinhado de Temer é Jorge Zelada, que foi diretor da área Internacional da Petrobras de 2008 a 2012, por indicação do PMDB.

Zelada está preso desde julho do ano passado e foi condenado na mesma ação penal de Henriques.

Em seu depoimento, Delcídio afirmou que o governo Lula, em 2007, aceitou dar a diretoria Internacional a um indicado do PMDB em troca de apoio no Congresso em uma votação envolvendo a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

O nome peemedebista para o cargo, com aval também de Temer, era Henriques, mas, segundo Delcídio, a escolha foi vetada pela então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O próprio Henriques, diz o depoimento, então indiciou Zelada para o cargo. “Jorge Zelada foi chancelado por Michel Temer e a bancada do PMDB na Câmara”, diz o relato do senador.

Por  Luiz Carlos Azenha

http://www.slideshare.net/lcazenha

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