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Pela 24ª fase da Operação Lava Jato, Polícia Federal realiza na manhã desta sexta-feira (4) ação no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo, e de seu filho Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em Moema. Blitz determinada pelo juiz Sérgio Moro atinge todo a família de Lula, filhos, noras e dona Marisa, sua esposa.

Há também agentes da PF no Instituto Lula, no bairro Ipiranga, e na Odebrecht, na marginal Pinheiros. Mandados também são cumpridos em sítio de Atibaia e imóvel do Guarujá, ligados à familia Lula, além de Santo André e Manduri. Lula está sendo conduzido coercitivamente para depor, assim como o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

Ação foi batizada de “Aletheia”, em referência a uma expressão grega que significa “busca da verdade”.

No total, cerca de 200 agentes da PF e 30 auditores da Receita Federal cumprem 44 mandados judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia.

Na última etapa, batizada de Acarajé, operação prendeu o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, além de mulher dele Monica Moura.

LÍDER DO PT: “OPERAÇÃO É ILEGAL E POLÍTICA”

 

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O líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), classificou como “ilegal e política” a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira 4 contra o ex-presidente Lula, pela 24ª fase da Operação Lava Jato.

Segundo ele, a ação é “destinada a prejudicar e enfraquecer a imagem do ex-presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores”. O parlamentar disse ainda que “não há provas de que Lula seja de fato dono” do sítio em Atibaia, interior de São Paulo, e do apartamento no Guarujá, motivo da investigação.O deputado também destacou, em coletiva no Salão Verde da Câmara, nesta manhã, que “a operação de hoje não tem nada a ver com a presidente Dilma Rousseff”.

AÇÃO DA LAVA JATO CONTRA LULA VAZOU PARA GLOBO

 

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O editor-chefe da revista Época, da Editora Globo, Diego Escosteguy, sabia da operação da Polícia Federal horas antes de ela ser deflagrada, na manhã desta sexta-feira 4. Batizada de Aletheia, a 24ª fase da Operação Lava Jato tem como principal alvo o ex-presidente Lula e sua família, além do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

“Quase duas da manhã. Poucas horas para um amanhecer que tem tudo para ser especial, cheio de paz e amor”, publicou Escosteguy no Twitter às 1h49 desta madrugada. “Vamos observar com atenção as próximas horas. Elas não serão fáceis. Notícias concretas assim que possível…”, escreveu logo depois, às 1h53.

Depois disso, as mensagens publicadas pelo jornalista, ainda antes da operação, foram de provocações e deboche contra Lula. “Relaxem: vocês podem dormir com a consciência tranquila. Deixem a insônia para quem não tem opção”. Às 6h29, ele publicou: “Bum”. O Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, já havia anunciado o vazamento desta fase da operação 

DELAÇÃO INEXISTENTE VIRA FATO CONSUMADO NA MÍDIA

 

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Os jornais brasileiros, que em 1964 se uniram para apoiar uma ditadura militar no País e hoje estão engajados na derrubada do governo da presidente Dilma Rousseff, abriram suas cartas nesta sexta-feira. O jogo – ou melhor, o golpe – consiste em transformar em fato consumado uma delação inexistente.

Na noite de ontem, as manchetes do Uol, portal do grupo Folha, assim como do Estadão online, destacavam que o suposto “delator”, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) não reconhecia a autenticidade da “delação” que lhe era atribuída. Assim como seus advogados. Portanto, não existe delação.

No entanto, a ordem unida dos três principais jornais do País, Globo, Folha e Estado (repita-se, três apoiadores do regime militar de 1964) é tratar como verdadeira a delação que não houve.

Eis as manchetes:

Globo – Delação de Delcídio põe Dilma no centro da Lava-Jato.

Folha – Ex-líder do governo liga Dilma e Lula à Lava Jato, e oposição pede renúncia.

Estado – Delcídio acusa Dilma e Lula na Lava Jato e agrava crise política.

Uma delação premiada é um documento jurídico claro. Trata-se de um acordo, assinado pelo delator, por seus advogados e pelo Ministério Público na presença de um juiz.

Sem isso, trata-se apenas de um pedaço de papel apócrifo, como foi definido pela presidente Dilma Rousseff (leia aqui).

A suposta delação de Delcídio, como demonstrou o colunista Paulo Moreira Leite (leia aqui), pode ser um documento forjado ou até uma eventual proposta de colaboração que não foi concretizada. É possível que, quando esteve preso, e sob intensa coerção psicológica, Delcídio tenha cogitado delatar. No entanto, ele não o fez, porque foi solto pelo ministro Teori Zavascki, que avaliou que sua prisão preventiva, após a apresentação da denúncia, havia se tornado desnecessária. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também tratou a “delação” de Delcídio como um fato jornalístico – e não jurídico.

Torturando a realidade

O jogo dos meios de comunicação, que representam poderosos interesses econômicos, será agora forçar de qualquer maneira o senador Delcídio a transformar um pedaço de papel apócrifo numa delação real.

Essa estratégia, no entanto, encontra dificuldades. Na defesa verdadeira apresentada por Delcídio, ele próprio se assumiu como um bravateiro. Disse que no famoso diálogo que o levou à prisão, gravado por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, ele dizia bravatas em relação ao banqueiro André Esteves, que foi preso, e também em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal, sobre os quais dizia ter grande influência.

Ora, se Delcídio admitia dizer bravatas em relação a um banqueiro e a todos os ministros do STF, porque não faria o mesmo em relação à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, numa eventual situação de desespero?

O fato concreto é um só: não existe delação premiada alguma. Mas o jogo bruto da mídia, engajada em mais um golpe contra a democracia brasileira, é transformar uma ficção, que até pode ter algum lastro na realidade, em verdade absoluta e incontestável.

 

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