Mais uma vez o descumprimento das promessas e o não atendimento ao pleito dos sem teto que até hoje esperam por casas e os auxílios moradias, levou o movimento liderado pelo presidente do MSTSD, Silvanete Pereira, a promover mais uma investida contra a sede da Prefeitura de Arcoverde para cobrar seus direitos e as promessas não cumpridas na manhã desta quarta-feira (27).

 
Cerca de 150 moradores chegaram por volta das 08h para protestar e cobrar da prefeita Madalena Britto (PSB) a promessa de que ela resolveria essa questão, pois ela garantiu, ainda na gestão de Eduardo Campos, que faria essa intermediação junto ao Estado e garantiria a celeridade dos processos. A prefeita não resolveu e a solução veio com a intervenção do deputado estadual Júlio Cavalcanti.
 
O grupo fechou a avenida Capitão Arlindo Pacheco e o trânsito teve que ser desviado. Com palavras de ordem “pague meu dinheiro”, “prefeita não se esconda e fale com o povo”, “prefeita cadê você, agente veio pra lhe vê”, os manifestantes cobraram o auxílio moradia que deve atender a 200 famílias dos sem teto. Ninguém da prefeitura apareceu para falar com os manifestantes. Ao invés disso, um assessor da prefeitura parecia coordenar a polícia (GATI) para desbloquear a rua e comprimir os manifestantes em apenas uma parte da avenida. Os manifestantes acabaram sendo cercados pelos policiais, impedindo a livre manifestação, mas pouco tempo depois voltaram aos seus postos de observação, sem nenhum problema registrado.
 
Ao mesmo tempo em que os manifestantes protestavam em Arcoverde, o deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB) estava com o Secretário de Habitação, Marcos Baptista, e o Diretor Executivo de Operações Especiais da pasta, Bruno Lisboa, para tratar sobre o auxílio moradia para as 200 famílias de Arcoverde que foram beneficiadas com o a Lei nº 15.666/15, aprovada no final de 2015. Com a intermediação do parlamentar junto ao secretário Marcos Baptista, na próxima segunda (01), às 10h, haverá uma reunião na CEHAB com a liderança dos sem-teto para a definição dos critérios de seleção de quem vai ter direito ao auxílio. Na reunião, o gestor informou que o Estado quer pagar, mas que precisa ter a relação das famílias que irão receber.
 
Em conversa com a líder do movimento, Silvanete Pereira, por telefone, o Secretário de Habitação do estado, Marcos Baptista, confirmou a reunião para a segunda-feira (1), na sede da secretaria e que o movimento deveria levar a relação das 200 famílias, de acordo com vários critérios, como: maiores famílias, famílias com crianças deficientes, famílias com crianças com microcefalia, entre outros. Questionado sobre a partir daí quando sairia o pagamento, Baptista disse que só sairia em março, referente a fevereiro. Com isso, o mês de janeiro já estaria perdido para os moradores que sofrem com o descaso do governo estadual e da prefeita que nos encheu de promessas e não cumpriu nenhuma, disse Silvanete Pereira.

 

Sobre as promessas da prefeita o deputado estadual Júlio Cavalcanti disse que se tratavam de mais “Uma promessa vazia da prefeita. Por isso nós, junto com as lideranças no movimento do sem-teto de Arcoverde, fomos em busca da solução do problema via Lei Estadual”, destaca Júlio. Agora vamos agilizar a definição dos nomes para que o Estado dê andamento aos trâmites legais para a concessão do benefício. Não há mais tempo para esperar, afirmou o deputado trabalhista.
 
ENTENDA O CASO – Em julho de 2013 um total de 500 famílias que ocupavam a Estação Experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em Arcoverde, foram retiradas do local com a promessa de que seriam atendidas pelo Programa Minha Casa Minha Vida 2. A solução para o relocamento foi discutida com os moradores; o secretário de Agricultura e Reforma Agrária do Governo Eduardo Campos, Aldo Santos; e a prefeita Madalena Britto (PSB).
 
Ficou acertado que Cada família pagaria a parcela de R$ 25,00 mensais durante 10 anos e, segundo a prefeita de Arcoverde, Madalena Brito, o empreendimento será dotado de infraestrutura por parte da Prefeitura, a exemplo de creches, acessos e vias calçadas. São mais de 900 que casas estão sendo construídas às margens da na PE 270. A prefeita se comprometeu na época em destinar 300 casas para atender as famílias dos sem teto. Entrou 2014, maio, foi anunciado após novo protesto, que as casas seriam entregues em setembro, no final, logo após as eleições. Passado o prazo e as eleições, o movimento foi escanteado, não recebeu as casas e nem o auxílio aluguel prometido após o fracasso da doação das casas. Em outubro os sem teto foram novamente à prefeitura cobrar.

 

Em 2015, um projeto de lei, via governo do estado, sob o acompanhamento do deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB) foi aprovado na Alepe para garantir os subsídios para o auxílio moradia. Tinha ficado definida a primeira semana de janeiro para que esse pagamento de R$ 200 fosse feito a cada família, mas até agora nada. Nem as casas prometidas pela prefeita, que não fala mais com os sem teto, nem o auxílio moradia. Com o protesto desta quarta-feira, o processo ganhou um novo capítulo. 
(Folha das Cidades)

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